sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Interminável Aula de Alemão...

Aquela aula de alemão teimava em não querer terminar... Aproximava-se o momento que poderia definir o futuro daquele amor, daquela paixão arrebatadora que me levava à quase insanidade há já muito tempo... três anos! 

Há três anos que Verónica era a minha grande amiga, mas ambos tinhamos desenvolvido uma atracção enorme que por várias vezes nos tinha impelido a quase chegar a vias de facto. No entanto, namorava com um ex-colega de turma hà quase 5 anos, o Vasco, um rapaz com quem até me dava bem, não fora o facto de haver um historial negro entre a Verónica e o Vasco, o qual eu conhecia e contra o qual lutava como podia. 

A prof. Graça desisitira de me chamar a atenção, ao constatar que naquele dia estava completamente no mundo da lua, aliás, com o ano escolar a acabar e com o meu ano bem terminado, só me preocupavam duas coisas: conquistar a Verónica por qualquer meio e a exibição de final de ano contra a equipa profissional de basquetebol da Portugal Telecom, onde, se jogasse, poderia defrontar o mítico Rasul Salahuddin.

O Tomás estava na mesma mesa que eu, e, amigos há já algum tempo, notou que algo de estranho se passava entre mim e a Verónica:

- Que é que se passa contigo e com a Verónica? Vocês hoje não se largam... vira-te lá prá frente que me estás a irritar! - Resmungou o Tomás.

- Não se passa nada... nada que te possa contar!...  - respondi, com receio de já ter falado demais. 

Na mesa atrás da minha, onde estava a Verónica e a Estella, vinha um cochichar permanente com risinhos escondidos. Ambas partilhavam uma amizade muito cúmplice, e, muitas vezes, a Estella quase servia de "pombo-correio" das minhas mensagens para a Verónica e vice-versa. 

Por fim, a campainha tocou...